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09 FEVEREIRO 2017 00:00 Cidades
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Sem PMs nas ruas, demanda por segurança privada aumenta no ES

Mais de 2 mil homens foram disponibilizados para reforçar os contratos existentes com as empresas de segurança privada

Por: Isabella Mariano

segurança

Desde a última sexta-feira (3), quando se iniciou o movimento dos familiares da Polícia Militar do Espírito Santo (PMES), mais de 2 mil trabalhadores foram readmitidos por empresas de segurança privada. Este serviço é comumente contratado para realizar a segurança principalmente em estabelecimentos comerciais, condomínios residenciais e estabelecimentos públicos. A informação é do presidente do Sindicato das Empresas de Segurança Privada (Sindesp-ES), Jacymar Daffini Dalcamini, que afirma que houve um aumento de cerca de 20% no quadro efetivo disponível para contratos vigentes.

Ele conta ainda que, dos cerca de 10 mil vigilantes desempregados, com curso de qualificação e certificação em dia no Estado, mais de 10% foram reinseridos no mercado de trabalho para atuarem nessas novas demandas. “No entanto, em função do caos social, a demanda é muito maior e os comerciantes chegaram a buscar a vigilância clandestina”, explicou o presidente Jacymar.

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De acordo com Edimar Barbosa, gerente do Grupo SEI - Segurança e Inteligência, a demanda para serviços em condomínios e aumento de efetivo está sendo muito grande. “A empresa atende, após análise de risco do setor operacional, para definir o efetivo. Depois da aprovação da proposta é necessário assinatura de contrato e autorização de trânsito de armas pela polícia federal. Infelizmente, tem muitas empresas clandestinas prestando serviços. Os clientes devem verificar a regularidade das empresas junto a polícia federal”, pontua Edimar.

Para o presidente do Sindesp-ES, a contratação de segurança clandestina também não é a solução ideal. “Os comerciantes estão agindo diante de um estado de necessidade, mas pedimos que essa não seja uma regra e que, assim que a convulsão social se estabilizar, voltem a avaliar a elaboração de um plano de segurança, para que a segurança privada qualificada e especializada atue na prevenção e nos vácuos deixados pela segurança pública, pois a segurança privada tem a vocação de atuar de forma complementar à segurança pública”, afirmou Jacymar.

Onda de crimes
Até a manhã de quarta-feira (8), o número de corpos no Departamento Médico Legal (DML) marcava 87 e os relatos de assaltos e saques continuam crescentes. O chefe da Polícia Civil, delegado Guilherme Daré, informou que várias pessoas estão sendo presas pelas equipes das unidades da Polícia Civil. De segunda (6) para terça (7), foram autuadas 23 pessoas em flagrante nas Delegacias Regionais da Grande Vitória.

"Quatro delas detidas por equipes da Superintendência de Polícia Técnico-Científica. Também foram recuperados diversos veículos e objetos provenientes de furtos, roubos e saques a estabelecimentos comerciais. Os policiais da DHPP prenderam três pessoas por tentativas de homicídios e mais dois por arrombamento de um supermercado”, destacou o delegado.

Além disso, em menos de quatro dias, a Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV) registrou 260 ocorrências de veículos furtados ou roubados só na Grande Vitória. 200 ocorreram apenas na segunda-feira (6), sendo que a média de todo o estado são de 17 a 20 ocorrências por dia.

Telefones úteis de unidades na Grande Vitória:
1ª Delegacia Regional de Vitória: (27) 3137 9025
2ª Delegacia Regional de Vila Velha: (27) 3388-2115
3ª Delegacia Regional de Serra: (27) 3138-8103
4ª Delegacia Regional de Cariacica: (27) 3136-3111
5ª Delegacia Regional de Guarapari: (27) 3161 1220
Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV): (27) 3222-7670

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