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05 MAR�O 2013 - 11:40 - Cultura
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Mariana Aydar apresenta em Vitória o show "Cavaleiro Selvagem Aqui Te Sigo"

Cantora se apresenta pela primeira vez em Vitória

Por: Leonardo Vais

MARIANA

Mariana Aydar é a cara da nova geração da música brasileira. Geração que mistura o orgânico com o tecnológico, a tradição com o contemporâneo, Björk com Dominguinhos. Dominguinhos, o grande mestre, que traz para o trabalho da cantora a sua melancólica e linda sanfona.  Sanfona esta, que a acompanha  desde o começo, quando era vocalista de uma banda de forró.

É esta versatilidade - que relaciona música, natureza, afeto e talento – que ela apresenta em Vitória, no próximo dia 09, no show Cavaleiro Selvagem Aqui Te Sigo, nome do álbum homônimo e da turnê que percorre o Brasil. “Você sempre aprende alguma coisa, ouve um novo significado para uma palavra, acha um novo jeito de cantar, é bem divertido!”, afirma ela, sobre o prazer de cantar este repertório há quase dois anos.

Mariana bateu um papo com o portal Sou ES sobre referências, parceiros musicais, o documentário Dominguinhos, Volta e Meia que ela produziu, a nova parceria com o marido Duani (“minha primeira filha vem aí”) e deixou um recado para o púbico capixaba: “Estou muito feliz de chegar aí pela primeira vez com meu show e meu Power Trio, me aguardem!”. Confira:

1. Sou ES: Seu álbum mais recente foi lançado em 2011 e você está na estrada, com o show deste trabalho, há quase dois anos. Como você faz para manter o repertório com o mesmo frescor do início da turnê?
Mariana Aydar: Procuro viver intensamente no agora, principalmente no palco, onde isso é ainda mais nítido e no agora tudo é sempre diferente. Você sempre aprende alguma coisa, ouve um novo significado para uma palavra, acha um novo jeito de cantar, é bem divertido!

2. Sou ES: Os três discos lançados por você possuem referências e sonoridades, que os tornam muito diferentes entre si. O que te guia quando vai produzir um novo trabalho?
MA: O que estou vivendo no momento. É muito mais algo da intuição, de palpitar o desconhecido do que racionalizar algo para concretizar depois. Parece que os discos estão já feitos e eu tenho que descobri-los. Mas os meus 3 discos tem uma ligação muito clara que é raiz nos ritmos brasileiros, na nossa música que é o que eu amo, o que nunca muda e que provavelmente não vai mudar.

3. Sou ES: Você é considerada umas das artistas mais criativas e talentosas da nova MPB. Quem você enxerga como seus parceiros de geração?
MA: Eu me sinto privilegiada de nascer numa geração tão talentosa onde eu posso me influenciar por discos lindos, criativos, onde posso trocar ideias, dúvidas, angústias, alegrias, som, é muito bom mesmo. Acho que estamos vivendo uma época especial.

MARIANA4. Sou ES: Seu marido é o cantor, compositor e produtor Duani. Quais as vantagens de ser casada com um parceiro profissional?

MA: Sou fã do Duani desde a época que cantávamos no forró, antes de namorarmos. Sempre fiquei impressionada com a musicalidade dele. É muito bom trabalhar com alguém que você admira e que te entende sem precisar falar muito. A música e o amor são a nossa principal comunicação.

5. Sou ES: Falando em parcerias profissionais, como foi produzir o documentário “Dominguinhos, Volta e Meia”, sobre o mestre Dominguinhos? E qual a importância dele para a música brasileira?
MA: Estamos em processo de finalização desse sonho que começou a 5 anos atrás. É um documentário sobre a vida e obra de Dominguinhos idealizado por mim, Eduardo Nazarian e Duani. Nunca pensei em me aventurar nessa área do cinema, foi por puro amor a esse mestre. Dominguinhos é um gênio da nossa música. Um músico como poucos, raríssimo, um improvisador, jazzista, universal. É como diz o Lenine (cantor e compositor), um estilista da canção. Não é sempre que encontramos um artista assim. Quando ele toca, você sabe que é Dominguinhos, ele carrega uma assinatura forte, passeia por vários estilos, viveu muita coisa mesmo da música brasileira, sem nunca perder sua raiz. E com tudo isso, é ainda o cara mais humilde que eu já conheci na vida.

6. Sou ES: Quais são as suas outras influências musicais?
MA: Nossa, muitas.... Eu cresci ouvindo muita coisa diferente que meu pai colocava de propósito para abrir minha cabeça: Bob Mc Ferrin, Ella (Fitzgerald), Yo Yo Ma, Bach, Leci (Brandão), Fundo de Quintal, Mary Poppins, Beatles, Luiz Gonzaga, Lulu Santos, Marina, João Nogueira, Chico (Buarque), Caetano (Veloso), Elis (Regina), Gal, etc. E em nosso mundo virtual, global, sou constantemente influenciada por músicas do meu tempo: Radiohead, Björk, Mayra Andrade, Tinariwen, Cassandra Wilson, Camille, Los Hermanos, Mallu (Magalhães), etc...

7. Sou ES: Existe algum novo projeto vindo por ai?
Minha barriga está em alta produção! Em breve, minha primeira filha vem aí.

8. Sou ES: Convide o público capixaba para sua primeira apresentação solo em Vitória.
MA: Fui agora em julho cantar aí em Vitória na turnê do Premio da Música Brasileira com João Bosco e fiquei apaixonada pela cidade, suas belezas, seu povo, que só conhecia de passagem, pois já fui cantar muito em Itaúnas com minha banda de forró. Então estou muito feliz de chegar aí pela primeira vez com meu show e meu Power Trio, me aguardem!

Veja todas as informações do show aqui!

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