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28 FEVEREIRO 2013 00:00 Cultura
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Catamaran - Leandro Reis fala de seu livro, que será lançado hoje

Leandro Reis lança hoje (28) seu primeiro livro, Catamaran.  

Por: Danielle de Oliveira

trecho

 

Nesta quinta, 28, dois jovens artistas capixabas lançarão seu primeiro livro pela Editora Cousa. Catamaran e Música de Mobília, de Leandro Reis e Daniel Vilela, respectivamente, são os primeiros da Coleção Cousa Nostra, que possui incentivo da Secult para lançamento de novos escritores. Os livros estarão à venda com preço único de R$5,00 (os dois) exclusivamente no evento de lançamento.

As narrativas e temáticas dos autores não são, em nada, similares, mas pode-se perceber em ambos que o fio que as amarra é a música – ainda que os ritmos que embalam os textos também não sejam os mesmos.

Leandro Reis, com seus poucos 22 anos, está se graduando em Comunicação Social pela Universidade Federal do Espírito Santo. Catamaran é seu primeiro livro finalizado, embora o autor já se envolva com a escrita há 4 anos.

O mundo no qual os contos estão inseridos está diretamente ligado à relação de Leandro com a música. As influências musicais, bandas e artistas favoritos inspiraram os personagens e o decorrer das histórias.

Em uma conversa breve, Leandro contou para o Sou ES quem são esses artistas, como surgiu a ideia do livro e também falou um pouco de seus projetos. Confira:

 

leandroSou ES: Esse será seu primeiro livro lançado. Desde quando você escreve?

Leandro Reis: Escrevo com certa frequência desde 2009, quando entrei no Cronópio, um grupo de discussão e produção literária da Ufes. Lá eu escrevia alguns contos e, em determinado ponto, vi que eles dialogavam entre si, mesmo que os personagens fossem diferentes. Daí tive a ideia do livro.

 

Sou ES: Catamaran é um tipo de embarcação aquática, e seu livro é inspirado em músicas e bandas de rock. Há alguma relação entre o nome e a temática? De onde surgiu o nome?

Leandro Reis: Existe uma música gravada pelo Kyuss, uma banda californiana, chamada "Catamaran". É um cover, se não me engano, mas ouvi pelo Kyuss. Por algum motivo, me apeguei à música de maneira quase imediata. Na época, eu estava procurando um título para o livro - até mais ou menos o fim dele eu ainda não tinha um nome definido. E aí o nome da música tinha tudo a ver com a proposta do livro. A história é bem tortuosa, fragmentada, meio turbulenta. É como uma banda em alto mar, com toda aquela trajetória de sucesso, decadência, arrogância, hedonismo... parece que balança.

 

Sou ES: O livro, cujos capítulos têm nomes de músicas, retrata rock stars e é todo voltado para a temática musical. De onde veio a ideia de escrever sobre esse mundo?

Leandro Reis: É, eu não sei se ele é "todo" voltado pra música - mas a minha opinião não conta muito nesse caso. Eu acho, na verdade, que a música foi uma ferramenta - usada em grande parte do livro, sim - para organizar a história. O ritmo do texto vem da música, a sonoridade das frases foi construída a partir de "sentimentos musicados", digamos assim. Às vezes há uma cadência maior, em outras passagens o texto é mais acelerado. Tudo isso, embora seja construído a partir do que a situação pede, passa pela minha relação com a música.

 

Sou ES: Você se baseou em histórias de vários artistas e bandas de Rock'n'Roll, e muitos deles têm o nome citado no livro. Quais bandas/artistas inspiraram mais contos? São suas bandas favoritas?

Leandro Reis: Ah, tem um bocado. Algumas referências não estão muito claras na história, elas estão mais diluídas. É o caso do Nirvana, por exemplo. Acho que essa história de literatura e música começou em 2003, quando eu ganhei aquele CD do Nirvana, a coletânea de capa preta. Daí comecei a me interessar por rock e pesquisar sobre a banda, o grunge... tudo aquilo.

Existem alguns personagens inspirados diretamente em figuras do rock, mas nem todos eu lembro. O Lou, cantor, nasceu do Lou Reed. E tem também o Johnny Yen, de "Lust for Life", do Iggy Pop. Tem um cara que aparece pouco, o Ziggy, que vem do Ziggy Stardust, do Bowie. Mas não lembro se ele tem relação direta no que diz respeito a comportamento ou é só o nome mesmo. A Pam do livro é a Pam do Jim Morrison... tem mais coisa, só que não lembro direito. Toda essa galera integra a minha playlist desde que eu me entendo por gente.

 

Sou ES: Alguma banda ou artista específico teve mais peso durante o processo de criação?

Leandro Reis: É engraçado isso... Antes de escrever de verdade mesmo, eu tinha mais ou menos um roteiro do que eu iria usar. Alguns fragmentos, algumas imagens. Coisas de bandas mesmo. Mas aí, durante o processo, eu fui ouvindo outras coisas, meio desordenadamente mesmo. É aquela coisa: musica é clima. Então, algumas coisas que eu imaginava usar e não usei porque o clima não permitia. Tinha que haver sinceridade, não dava pra utilizar um ritmo, uma cadência só porque estava planejada. Na hora de escrever, o estado imediato às vezes prevalece. Então, acho que não teve ninguém específico, não.

 

Sou ES: Já possui algum outro projeto em mente, ou está trabalhando em algum outro livro?


Leandro Reis: Estou escrevendo um romance, o "Àqueles que se perdem". Está em estágio inicial ainda, vai demorar um pouco. Preciso me formar! (risos)

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