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26 MAR�O 2013 00:00 Cotidiano
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Não erre nas compras para Semana Santa

Procon dá dicas para consumidor não errar nas compras para a Semana Santa.

Por: Natália Mecenas

torta capixaba

A Páscoa já está aí e nesse período é comum consumir diversos alimentos ‘in natura’, além de realizar compras em grande escala. Ingerir alimentos estragados ou mal armazenados pode gerar danos graves a saúde e ainda estragar o feriadão. Em função disso o diretor-presidente do Procon Estadual, Ademir Cardoso,dá algumas dicas para poder ter uma Semana Santa tranquila e uma ceia saudável com a família e amigos. Confira:

Na hora das compras, tome algumas precauções:

• Antes das compras, verifique as condições de higiene do estabelecimento e dos atendentes. Esse cuidado também deve ser tomado com os vendedores ambulantes. Certos cuidados básicos podem evitar problemas, como doenças e intoxicações alimentares;

• Na compra do palmito para a tradicional torta capixaba e outros produtos ‘in natura’, verifique a procedência do alimento e observe se os produtos estão protegidos da presença de insetos, bem armazenados e refrigerados. As condições dos produtos são itens fundamentais para garantir um alimento saudável;

• Para produtos vendidos a granel, verifique o peso, quantidade e aparência do alimento. Recuse produtos mal acondicionados, verifique a presença de sujidades, mofo e não compre o produto se houver suspeitas sobre sua qualidade;

• Não compre produtos vencidos e que a embalagem não esteja em perfeito estado de conservação;

• Leia o rótulo dos produtos que devem estar em letras legíveis, em português, e trazer informações importantes como data de fabricação, prazo de validade, composição, peso, carimbos de inspeção, origem e fabricante/produtor, entre outros.

Congelados

• Nos balcões frigoríficos existe uma linha vermelha. Os produtos dentro dos balcões não podem ficar acima dessa linha;

• A boa condição de refrigeração forma sobre os produtos uma névoa ou neblina que indica a baixa temperatura do balcão;

• Acúmulo de água ou umidade nos balcões frigoríficos significa temperatura incorreta. Os alimentos congelados mantidos nessas condições estragam. Nesse caso, não compre;

• Evite retirar e recolocar, muitas vezes, os alimentos dos balcões frigoríficos. Isto aumenta a temperatura e pode prejudicar a qualidade do alimento;

• Deixe os alimentos congelados e resfriados para o final das compras, logo antes de se dirigir ao caixa.

Carnes e Peixes

• Procure açougues que tenham boas condições de higiene. Verifique as paredes, os balcões e principalmente a luz. Se a luz que ilumina a carne for vermelha, cuidado! Colocar esta luz vermelha é ilegal, pois muda a cor da carne fazendo-a parecer que é mais nova;

• O carimbo roxo do SIF (Serviço de Inspeção Federal) e do SIP (Serviço de Inspeção Estadual) mostra que a carne foi aprovada pela fiscalização. Tome cuidado com a carne que não foi fiscalizada, pois pode estar contaminada. A carne também pode ser contaminada depois da inspeção, no próprio açougue ou estabelecimento de comercialização;

• Observe a cor da carne. A carne de boi estragada pode apresentar cor esverdeada e forte cheiro de podre. Carne com cor vermelho-vivo também deve ser evitada, pois foi colocado nela um pó branco que esconde sua má qualidade. Este pó branco é o sulfito de sódio;

• Pelancas e sebos não podem ultrapassar 10% do total do peso da carne;

• Fique de olho na carne de porco, bolinhas brancas indicam a presença de parasitas, muito nocivos à saúde;

• As aves devem ter a carne firme, cor amarelo-claro e com cheiro suave;

• As carnes devem ser vendidas com a identificação da origem, etiqueta-lacre, contendo o número do Serviço de Inspeção, nome do frigorífico e origem, data de embalagem e de validade, sexo e tipo de animal;

• Salame, presunto, linguiça, e outros embutidos não devem ter manchas ou bolhas no interior da embalagem;

• Quando se embala um alimento com plástico, o ar é todo retirado. São alimentos embalados a vácuo. Se você notar dentro da embalagem um líquido, manchas esverdeadas ou se o produto estiver solto nos pacotes, não compre o alimento;

peixe

• O peixe deve ter a carne firme, os olhos salientes e brilhantes, guelras avermelhadas e escamas que não soltem com facilidade. No supermercado, o pescado deve estar exposto em balcão frigorífico, e na feira, envolto em gelo picado, sempre protegido do sol e insetos. Além disso, é obrigatório que o encarregado das vendas use luvas descartáveis e avental.

• Ao comprar lulas e polvos, a orientação é que o consumidor adquira os de cor mais clara, sinal que estão mais frescos. Já para os mexilhões, mariscos e ostras, a orientação é comprar moluscos in natura e observar se as conchas estão bem fechadas. Moluscos com conchas abertas não estão próprios para o consumo. No caso do camarão, devem também ser firmes e com a carapaça presa ao corpo e o odor deve ser característico do produto, sem ser forte demais. 

• Quanto ao peixe em postas, o ideal é que elas sejam cortadas na hora da compra, mas se já estiverem cortadas (produto industrializado), observe a textura da carne, que deve estar firme.

Uma questão importante ressaltada pelo diretor, é que as notas fiscais devem ser guardadas, já que as mesmas podem ser usadas para a troca do produto ou reclamação no Procon. “Se o consumidor sentir-se mal, com intoxicação, após consumir um alimento estragado, ele deve procurar imediatamente o médico, guardar as receitas, comprovantes de despesas e laudos que comprovem a intoxicação pelo alimento deteriorado, para requerimento de indenização junto ao Juizado Especial Civil pelos danos causados. Deve também denunciar o fato imediatamente à Vigilância Sanitária Estadual e/ou Municipal e ao Procon”, informa Ademir Cardoso.

As reclamações podem ser registradas pessoalmente na sede do Procon Estadual, na Avenida Princesa Isabel, 599, Ed. Março, 6º andar, das 9 às 17 horas, de segunda a sexta-feira, ou na Unidade Faça Fácil, em Cariacica, que atende também aos sábados até às 13 horas. As denúncias podem ser feitas pelo telefone 151 ou ainda pelo Atendimento Eletrônico, disponível no site do Instituto.

Para registro de reclamação o consumidor deve ter disponível o RG (Carteira de Identidade), CPF, nota fiscal e outros documentos que possam comprovar a reclamação.

Fonte: Governo do Estado

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