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25 FEVEREIRO 2019 00:00 Cotidiano
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Capixaba ganha bolsa de pesquisa de fundação internacional

Marcelle Soares-Santos, 37, foi uma das 126 pessoas contempladas pelo resultado da última edição do “Sloan Research Fellowships”, que fornece bolsas anuais para pesquisadores de diversas áreas

Por: Isabella Mariano

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Marcelle quer desvendar os mistérios sobre a expansão acelerada do universo | Foto: Reidar Hahn

No último dia 19, a Fundação Alfred P. Sloan divulgou o resultado da edição 2019 do Sloan Research Fellowships, um programa, coordenado pela fundação, que fornece bolsas anuais para pesquisadores de diversas áreas. A física capixaba Marcelle Soares-Santos, de 37 anos, foi uma das 126 pessoas contempladas pelo programa. Ciências da Computação, Química e Física são algumas das áreas de pesquisa apoiadas pela instituição.

Marcelle é graduada em Física pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e possui mestrado e doutorado em Astronomia pela Universidade de São Paulo (USP). Em 2017, ela já havia se destacado internacionalmente por ter sido a única brasileira entre os 16 líderes de grupos de pesquisa da National Science Foundation, nos Estados Unidos, que buscavam detectar energia escura.

Quando ainda era estudante de graduação na Ufes, Marcelle se encantou por este que é um dos fenômenos mais misteriosos da ciência: a energia escura, uma força que forma cerca de dois terços do Universo e é responsável por mantê-lo em expansão acelerada. No curso de Física, a jovem cientista deu início a várias pesquisas sobre o tema que ela continuou a estudar no mestrado e no doutorado.

Hoje, ela é professora na Universidade Brandeis, nos EUA, e membro do Dark Energy Survey (DES). O DES faz parte do Fermi National Accelerator Laboratory (Fermilab), um dos mais importantes centros de estudo sobre física de partículas do mundo, em Illinois, nos EUA. Suas pesquisas são focadas em descobrir a natureza da expansão acelarada do universo, usando dados do Grande Telescópio de Levantamento Sinóptico (LSST, sigla em inglês) - localizado no Chile.

Em 2014, Marcelle ganhou o Prêmio Alvin Tollestrup, concedido anualmente para a melhor pesquisa de pós-doutorado no Fermilab. Marcelle lidera ainda um novo esforço no campo: ela busca entender e aprofundar o potencial uso de ondas gravitacionais no cálculo da taxa de expansão do universo. Agora, com a bolsa da Fundação Alfred P. Sloan, ela contará com 70.000 dólares para ajudar em qualquer despesa que possa surgir em sua pesquisa. O valor deverá ser gasto dentro de, no máximo, dois anos.

*Com informações da Fundação Alfred P. Sloan, da Universidade Brandeis e da Ufes

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