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26 MAR�O 2013 - 00:01 - Cultura
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Exposição comemora o centenário de Rubem Braga no Palácio Anchieta

A mostra fala da vida e obra do escritor capixaba que completaria 100 anos em 2013.

Por: Leonardo Vais

RUBEM

“Amo a minha vocação, que é escrever. Literatura é uma vocação bela e fraca. O escritor tem amor, mas não tem poder.”

Está é uma das muitas frases de Rubem Braga sobre o seu ofício. Mas o escritor capixaba, que tinha como tema assuntos de todo o tipo (musas, passarinhos, cotidiano) imprimiu lirismo e poesia a um dos gêneros mais populares do jornalismo brasileiro: a crônica.

O olhar peculiar deste cachoeirense pode ser visto na exposição “Rubem Braga – O Fazendeiro do Ar”, em cartaz a partir de hoje, no Palácio Anchieta. “Suas crônicas falam dos detalhes, das cenas cotidianas, dos consensos da humanidade, e são embrulhadas uma a uma com um texto que veste a roupa da língua comum” afirma o curador da exposição, o jornalista, escritor e cronista Joaquim Ferreira dos Santos.

RUBEMJoaquim teve acesso aos arquivos de Braga - que foram cedidos pela família - e traçou um panorama pela vida e obra do escritor. A exposição está dividida em sete módulos temáticos: Retratos com imagens do escritor, em diversas épocas de sua vida. Capital Secreta do Mundo expõe textos, documentos e fotos em dez caixas suspensas.

Na sala Passarinhos, uma câmera capta a imagem do visitante e a reproduz na parede, junto com imagens de passarinhos que podem pousar e voar, de acordo com a movimentação do visitante.

Na área intitulada Redação, folhas de outdoor produzidas pela Maely OOH reproduzem páginas de jornal e cobrem paredes, chão e teto do local, ao lado de mesas com assuntos relacionados ao escritor. Em Guerra, telefones antigos tocam músicas, jingles, trechos de programas de rádio e noticiário ouvidos na época da Segunda Guerra Mundial.

Tônia Carrero é a inspiração da área Musa, com frases relacionadas às mulheres em cima da imagem da atriz, uma das maiores divas do teatro, cinema e televisão brasileiros. No último espaço, a sala Cobertura, o famoso apartamento do escritor, lugar de reuniões com amigos artistas e intelectuais, é reproduzido quase na íntegra.

Depois de Vitória, a mostra segue para São Paulo (no Museu da Língua Portuguesa), Rio de Janeiro e retorna para a cidade do mestre da crônica, a capital secreta do mundo, Cachoeiro de Itapemirim.

Confira todas as informações sobre a exposição aqui.

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